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Enxaqueca em crianças, o que fazer?

Publicado 10/12/2019
Enxaqueca crônica

As dores de cabeça também podem estar presentes na infância, inclusive a enxaqueca, dor incapacitante que pode gerar grande impacto na vida escolar, levando a sucessivas faltas, e prejuízo as atividades diárias da criança.

A enxaqueca pode aparecer em qualquer idade, principalmente em crianças com histórico familiar propício a doença. Segundo um artigo da American Migraine Foundation, cerca de 70% das crianças e adolescentes que tiveram episódios de enxaqueca, tem um familiar próximo com a doença ou que teve enxaqueca na infância¹. 

Os sintomas da enxaqueca em crianças são os mesmos apresentados em adultos: enjoo, fotofobia, fonofobia, pode durar até três dias, e podem piorar ou serem deflagradas pelo exercício físico. Mas, na infância, eles podem não ser identificados pela criança ou pelos pais, ou podem até ser confundidos com sintomas de outros distúrbios. 

Segundo a neurologista especialista no tratamento de crianças e adultos, Simone Amorim (CRM 98656/SP), a prevenção da enxaqueca crônica começa a partir do diagnóstico correto. “Uma vez que a enxaqueca é um dos inúmeros tipos e causas de dor de cabeça, é importante que o neurologista infantil apure a história de vida e hábitos da criança, fatores que podem estar agravando e desencadeando as crises, como: privação de sono, excesso de atividade física, jejum, ansiedade, dinâmica familiar, alguns tipos de alimentos (geralmente mais gordurosos e/ou ricos em açúcares) ”. 

A partir do diagnóstico, a criança e sua família passarão a dar mais atenção aos fatores, podendo assim identificar quais os principais gatilhos envolvidos nas crises de enxaqueca e evita-los. A médica lembra também da importância de fazer um Diário da Enxaqueca, desta forma é possível mapear a frequência, duração e intensidade das crises.

Pode ser difícil saber a hora de procurar um neurologista, para isso, fique atento as queixas da criança, se ela tiver três crises de dor de cabeça no mês, assim como nos adultos, isto já e indicativo para  investigação. Segundo a médica, também são sinais de alerta: 

  • Frases da criança como: “A pior e maior dor de cabeça da vida”; 
  • Acordar no meio da noite com dor de cabeça muito forte;
  • Dor que piora a frequência, duração e intensidade ao longo dos meses;
  • Dor de cabeça forte associada a febre e náuseas/vômitos;
  • Dor de cabeça associada a falta de força em algum membro.

Se a enxaqueca não for tratada na infância, pode se tornar uma dor crônica. “Na criança devemos sempre iniciar o tratamento com a mudança de hábitos de vida, orientar pais e familiares sobre o caráter genético da enxaqueca e fatores de piora e melhora. A adoção de hábitos de vida mais saudáveis tende a reduzir a frequência, duração e intensidade das crises de enxaqueca na infância”

Caso as crises persistam, mesmo após serem tomadas todas as medias descritas, o médico neurologista infantil deverá avaliar junto a família a necessidade de introduzir medicação preventiva/profilática, para prevenir as crises de dor. 

¹ https://americanmigrainefoundation.org/resource-library/migraine-in-children/

BZ-BTX-1950162 – nov/2019


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